segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

O fotojornalismo e a era digital


Na sua nova era, a fotografia visa continuar produzindo imagens artísticas sem deixar de aproveitar os recursos.
Embora as novas tecnologias tenham trazido vantagens no campo fotográfico, no que diz respeito à qualidade da imagem, e a oportunidade de vencer o tempo e o espaço com maior rapidez e comodidade, as questões ligadas à manipulação digital de imagens são talvez as mais relevantes para o fotojornalismo atual. Se, anteriormente, os recursos utilizados eram feitos à mão, agora entra a máquina como instrumento de auxílio ao homem na elaboração da fotografia de imprensa, atingindo objetivos positivos e conseqüentemente lucros significativos para a imprensa jornalística. Um jornal que antes dependia da revelação, ampliação e edição das imagens para publicá-las, hoje pode obter um resultado mais eficaz e veloz, aumentando seus exemplares devido ao menor tempo requerido para a elaboração do jornal. A instantânea visualização das imagens digitalizadas através de softwares também auxiliou no processo de edição de um jornal impresso.
Rompendo a barreira da realidade virtual podemos conferir em tempo real, nas redações ou nos sites das agências de notícias, informações visuais de todos os cantos do mundo por um custo quase zero. Ou criar imagens surreais na mesma velocidade.
A imagem digital veio pra ficar, e não para substituir o que já foi conquistado, isso para facilitar a vida do fotógrafo, agregando novos valores. Portanto é mais uma técnica, um recurso de linguagem que devemos aprender e usufruir em todos os seus aspectos.
A respeito de toda essa tecnologia, podemos pronunciar que a fronteira final fotográfica ainda não foi atingida e a boa fotografia, independente da mídia utilizada, ainda demanda luz, sensibilidade de intelecto criativo do fotógrafo.
No entanto, a era digital trouxe um novo fenômeno para a fotografia. Antes, para colocar uma foto no jornal era preciso conhecer todas as técnicas de manuseio da câmera, ou seja, amador ou não, era necessário ser um fotógrafo. Hoje podemos ver câmeras dentro de celulares, palmtops e diversos outros equipamentos que posam abrigar uma pequena lente e um chip sensível à luz. Qualquer pessoa com um equipamento desses pode registrar um flagrante antes mesmo de a equipe do jornal chegar. A imprensa teve que se adaptar a isso. Hoje temos exemplos claros em que os veículos de comunicação abrem espaço para a participação dos leitores na composição da imagem da matéria (Eu Repórter, do Globo Online, por exemplo).

Movimento Hippie: “Faça amor, não faça guerra”

As raízes do movimento hippie vêm desde a época dos anos 40, após o final da 2° Guerra Mundial, um período de 30 anos com duas guerras altamente destrutivas e uma prolongada depressão econômica. Começava ali a apontar sinais de uma contracultura contestatória do sistema. O movimento hippie o principal e mais influente grupo de contracultura da época de 1960.

Esses movimentos de contestação se iniciaram nos EUA. Os hippies defendiam o amor e a não-violência. Adotavam um modo de vida comunitário ou estilo de vida nômade, negavam o nacionalismo e a Guerra do Vietnâ, abraçavam aspectos de religiões como o budismo, hinduismo, e as religiões das culturas nativas norte-americanas. O movimento era liderado por uma juventude rica e escolarizada, que se negava a aceitar injustiças e desigualdades sociais.
Um dos aspectos mais valorizados era o " amor livre ", seja no sentido de amar o próximo ou de praticar a atividade sexual livremente. Além do uso de drogas que eles alegavam " abrir a mente ". Tendem a usar cabelos e barbas compridas. Inovavam estilos, voltando mais para o lado anti-social. A música teve papel importante no desenvolvimento da cultura hippie. Bob Dylan,um jovem cantor, na época, compôs a canção que foi considerada um hino do movimento: " Blowin in the wind ".
Os hippies não são só rebeldes e delinqüentes que faziam sexo e usavam drogas.Tinham um potencial criativo, idealista. Acreditavam e queriam um mundo melhor e mais justo. Fizeram parte de grandes manifestações. O principal marco histórico da cultura hippie foi o " Woodstock ", um grande festival ocorrido no estado de New York, nos EUA, em 1969, que contou com a participação de vários artistas de diversos estilos musicais, como o folk, o rock'n'roll e o blues, todos de alguma forma ligados às críticas e aos ideais do movimento.
O evento provocou uma grande bagunça, com rodovias congestionadas sendo ocasionalmente considerada " área de calamidade pública ". O festival representou um marco no movimento e é considerado o auge da era hippie. Alguns dizem ter sido não só o auge do movimento como também o fim. O que surgiu como contracultura, ganhou tanta visibilidade que acabou perdendo a essência contestatória.
No Brasil também teve algo parecido com “ Woodstock ”, na cidade de Guarapari foi realizado o “ Festival de Verão de Guarapari ”. Porém, foi um fracasso devido à falta de verbas. Em janeiro de 1975, na Fazenda Santa Virgínia em Iacanga, no interior de São Paulo, aconteceu o 1° “ Festival de Águas Claras ” como o pretenso " Woodstock brasileiro ".
O movimento hippie foi um marco, pois trazia uma juventude que passava a ser mais crítica, que exigia soluções para os problemas da sociedade. Que acreditava que poderia conseguir modificá-la, tornando-a mais justa e melhor. Queriam acabar com a pobreza e o racismo, queriam uma sociedade mais unida. Novos valores, ética e moral haviam sido plantados na mente dos jovens.

A cara da juventude pós-ditadura

1985: Era o dia da votação que elegeria Tancredo Neves presidente da república, após anos de repressão. O povo estava ansioso para ser ouvido. Cazuza cantou, abraçado à bandeira brasileira, “Pro dia nascer feliz”.
Nas escolas, na década anterior, os filhos da “revolução” cresciam tendo aulas de “moral e cívica”, que reverenciavam “nossos” presidentes. O movimento estudantil não tinha mais força, as manifestações culturais eram censuradas, a televisão deixava-nos burros. Todo esse cerceamento de liberdade teve conseqüências na formação intelectual dessa geração perdida, que parecia de outro mundo. Uns alienados, que não tinham outra cara pra mostrar. Eram os frutos de todo esse lixo, “toda essa droga que já vem malhada antes de eu nascer”. Não havia outra saída: “vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês”.
O Rock brasileiro foi alavancado nos últimos anos da ditadura e teve seu ápice com o fim dela. Tudo começou com Evandro Mesquita que, vindo do grupo Asdrúbal Trouxe o Trombone, trouxe a linguagem teatral à sua banda Blitz, suas apresentações em palco e suas canções, a partir de “Você não soube me amar” que, em 1982, abriu as portas para o denominado BRock. Do grupo de teatro, também fazia parte a camaleoa Regina Casé. Da banda, Lobão e a carioca Fernanda Abreu. Marina Lima, Ritchie e Lulu Santos chegaram sozinhos, os dois últimos vindos de um grupo não muito conhecido, de nome Vímana, junto com Lobão. Num cantinho, meio deslocada, uma turma fazia uma festinha paralela: 14 Bis, Boca Livre e Roupa Nova.
Sem microcomputador, internet, telefone celular, CD e MP3, a informação era menos acessível. A televisão acabava de entrar na era dos vídeo-clips e as bandas de sucesso tocavam na rádio Fluminense e no Circo Voador, ambos no Rio de Janeiro, e apresentavam-se em programas de auditório como o Cassino do Chacrinha, da Rede Globo. Rolava de tudo: Miquinhos Amestrados, Abóboras Selvagens, Kid Abelha, Kid Vinil, Absyntho, Herva Doce, Sempre Livre, Camisa de Vênus.
Era tudo muito novo, difícil de descrever. O Brasil nunca tinha visto algo parecido desde a Bossa Nova. O Rock in Rio I, ocorrido em janeiro de 1985, ajudou a consolidar o BRock como algo rentável para as gravadoras e, por conseqüência, a disseminar o surgimento de bandas que apareciam por todos os lados. Aquela festa estranha, com gente esquisita, cantada por Renato Russo, não tinha uma trilha musical tão inovadora em termos de sonoridade, mas tornou-se uma identidade, uma imagem da juventude da época. Uma imagem tosca, mas real, talvez a única possível diante das circunstâncias.
O alívio definitivo e a certeza de que a década não fora perdida veio, então, quando escutamos Gal Costa, Caetano Veloso, Ney Matogrosso e Luiz Melodia cantando Cazuza, Chico Buarque cantando com Paula Toller, Tom Jobim com Marina Lima e Gilberto Gil cantando e compondo com os Paralamas do Sucesso, assim como exaltando o que acontecia, em seu “Roque santeiro – o rock”. O paradoxo estendido nas areias escaldantes, então, desfez-se, junto com um mar de dúvidas. Descobrimos, enfim, que poderíamos gostar desses expoentes da nossa geração sem romper com nossos grandes e insubstituíveis ídolos, os mesmos de nossos pais. Roqueiro brasileiro deixou de ter cara de bandido.